
Começo da tarde de um sábado qualquer. Um grupo de jovens chega à sala de passes para preparação da tarefa. Eles entram, recebem um passe e se sentam junto aos demais adultos. Após o término da preparação, esse grupo sobe ao último pavimento do prédio e recebe os outros participantes.
Estou me referindo à instituição que frequento, a Mocidade Azaluz, do Grupo da Fraternidade Espírita João Ramalho, em São Bernardo do Campo, mas isso pode acontecer de diversas formas nos inúmeros centros espíritas espalhados pelo Brasil.
Toda semana esses jovens realizam estudos dos temas da atualidade, de O evangelho segundo o espiritismo e de outras obras da doutrina. Além do estudo, há a integração, algo mais dinâmico para descontração geral dos participantes, e os momentos de música, que proporcionam alegria geral e levantam a galera.
Além das reuniões semanais, nosso grupo também promove visitas a orfanatos, a outras mocidades e mensalmente realiza o Evangelho no Lar, na casa de um dos integrantes do grupo.
Há também os encontros da Oscal – Organização Social Cristã-Espírita André Luiz, ao menos três vezes por ano. No Carnaval é realizado em Alto Paraíso de Goiás, GO, um grande encontro nacional, denominado Comemofra – Confraternização das Mocidades Espíritas do Movimento da Fraternidade. Nesse evento participam cerca de 350 pessoas de todo o país.
O local é a Cifrater, uma fazenda belíssima na Chapada dos Veadeiros, criada para abrigar crianças carentes das várias regiões do Brasil, e que com o tempo teve sua proposta alterada e hoje mantém suas atividades voltadas para a comunidade em geral. Num clima muito agradável, os jovens estudam e refletem o tema proposto e como o nome já diz, se confraternizam. Mal acaba a Comemofra já começa a preparação para os encontros regionais, geralmente em maio e outubro. Esses são chamados de Pré e Pós-Comemofra, são realizados pelo país afora e servem para quem não pôde ir ao encontro nacional estudar o tema e também para avaliar os resultados da Comemofra e planejar a edição seguinte.
Cabe ressaltar que o papel do jovem não deve se restringir, entretanto, somente às atividades da mocidade. Ele deve também aprender mais sobre a doutrina, participar ativamente em outras tarefas na casa – sempre com o aval dos dirigentes e de acordo com sua disposição de tempo e conhecimento. Não adianta
o jovem sair da mocidade aos 24, 25 anos e não ter se engajado na casa espírita. Essa transição, ou melhor, renovação natural nas instituições deveria ser automática, o que nem sempre acontece. Com isso, ideias novas aparecem, e com elas pessoas dispostas a trabalhar. Os jovens espíritas estão querendo oportunidade. Não querem apenas ir à mocidade, ou fazer o curso da doutrina, mas participar. Fica o recado.
André Paixão é estudante de jornalismo. Site: www.mofra.org.br e mofrasoul.blospot.com
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