| A visão de Galileu sobre a descoberta de novos planetas |
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| Escrito por Eliana Haddad |
| Qui, 12 de Janeiro de 2012 12:00 |
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Notícias sobre descobertas de novos astros, principalmente fora do sistema solar, sempre despertam grande curiosidade, constituindo-se em novos instrumentos para pesquisas científicas e gerando discussões sobre a origem do universo, um dos grandes desafios do conhecimento humano. No século 19, mais precisamente em 6 de janeiro de 1868, uma explicação do espírito Galileu (1564-1642) sobre o assunto veio a público em Paris, França, através do livro A gênese, de Allan Kardec, a última das cinco obras que compõem a codificação espírita, antecedida por O livro dos espíritos, O livro dos médiuns, O céu e o inferno e O evangelho segundo o espiritismo. Na obra, Kardec reservou um capítulo específico, “Uranografia Geral”, para trazer um verdadeiro tratado sobre assuntos relacionados à cosmologia, reunindo uma série de comunicações sobre a origem do Universo e diversidade dos mundos, ditadas à Sociedade Espírita de Paris. O material, assinado por Galileu, foi trazido através do médium Camile Flammarion, também cientista e astrônomo francês que muito auxiliou Kardec, realizando inclusive o discurso de homenagens póstumas ao codificador por ocasião do seu enterro, em abril de 1869, publicado depois o livro Obras póstumas. Revela Galileu na época, em A gênese, que “inimaginável deserto”, sem limites, se estende para lá da aglomeração de estrelas. “Poderíamos comprovar a subordinação sucessiva de sóis a sóis, até sentirmos cansada a imaginação de subir através de tal hierarquia. E esses astros em números incontáveis vivem vida solidária. Assim como do vosso mundinho terrestre, nada se acha isoladao, ytambém nada o está no Universo incomensurável”. As comunicações mostram que a eterna sucessão dos mundos obedece a uma única lei, primordial e geral. “Ela foi outorgada ao Universo para lhe assegurar eternamente a estabilidade e essa lei geral nos é perceptível aos sentidos por muitas ações particulares que nomeamos forças diretrizes da Natureza”, destaca Galileu, reconhecendo que" a Terra e o homem são nada em confronto com o que existe e as que as mais colossais operações do nosso pensamento ainda se estendem apenas sobre o campo imperceptível, diante da imensidade e da eternidade de um universo que nunca terá fim". Não cabe, portanto, qualquer espanto com relação à existência dos três planetas menores descobertos, fora do sistema solar. A Nasa informou, inclusive, que dos mais de 700 planetas que orbitam outras estrelas poucos são rochosos. Mas, como as anãs vermelhas são o tipo mais comum de estrela na Via Láctea, a nova descoberta aponta que, apesar de serem menos comuns, a galáxia poderia estar repleta de planetas rochosos similares. Durante o anúncio da descoberta realizado em Austin, no Texas, na reunião anual da Sociedade Astronômica Americana, o pesquisador John Johnson do Instituto de Ciências Exoplanetárias da Nasa comentou sobre "a diversidade de sistemas planetários em nossa galáxia". Os novos astros foram descobertos pela missão Kepler, sonda voltada para a pesquisa de exoplanetas. O trio gira ao redor de uma estrela chamada KOI-961. A comunicação completa de Galileu Galilei pode ser lida no livro A gênese
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A Nasa, agência espacial americana, detectou o menor sistema planetário de todos os tempos, composto por três planetas rochosos, que giram ao redor de uma estrela anã vermelha com diâmetro seis vezes menor que o Sol e que está a 130 anos-luz na constelação Cygnus.







