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| Nubor Facure analisa entrevista da Veja sobre o direito de escolha dos pacientes |
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| Escrito por Eliana Ferrer Haddad |
| Qui, 26 de Janeiro de 2012 14:43 |
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Sobre este tema, o reconhecido neurologista Nubor Orlando Facure concedeu ao Correio Fraterno a entrevista abaixo, destacando, como cientista e pesquisador espírita, pontos interessantes sobre a questão. Respeitar a vontade do paciente é sempre ético do ponto de vista médico? Por quê? Essa pergunta nos permite vários comentários. Uma determinação médica estabelecida por um grupo de médicos nos Estados Unidos passa automaticamente a ser procedimento ético no Brasil? Dependência colonialista que permanece em nossa cultura. O povo brasileiro precisa se firmar como nação independente até mesmo nas questões de cidadania e ética médica. Nesses países, do dito primeiro mundo, o aborto e a eutanásia têm aprovação “ética”, situação que não podemos aceitar em hipótese alguma. Nosso povo não tem o mau costume de processar médico a torto e a direito e é mais dócil no diálogo bem conduzido pelo seu médico. É claro que deve prevalecer a opinião do paciente, desde que ele tenha consciência de todas consequências da sua decisão. Até que ponto o médico pode se responsabilizar pela extensão ou da vida do seu paciente? Sempre defendo como princípio básico que o maior compromisso do médico é aliviar o sofrimento – acrescentar procedimentos médicos sem qualquer benefício a não ser arrastar o desenlace final é desperdício de tempo, de recursos e de falso altruísmo. Para o médico espírita a conduta é diferente? O espírita sabe que todo processo de adoecer tem um significado espiritual. Somos todos Espíritos em resgate e a doença é lição preciosa que nos ensina a valorizar a vida na carne. Sempre é bom lembrarmos que por não termos agido corretamente no momento certo quando deveríamos nos livrar dos desvios espirituais (ódios, vinganças, mágoas, traições,calúnias, agressões verbais, obstáculos ao progresso de irmãos sob nossa proteção), a misericórdia divina nos concede a oportunidade de nos livrar desses mesmos problemas através do sofrimento físico – é a redenção do Espírito através da dor. Como o senhor analisa o fato de se transferir ao paciente ou ao médico a decisão sobre a vida? Nem um nem outro tem esse poder ou direito. Estamos sob a tutela de mentores espirituais que não faltarão ao nosso socorro toda vez que situações dramáticas de doenças nos colocar diante de conflitos de interesses e decisões. Esse é nosso maior momento de orar com confiança na misericórdia divina. O sofrimento, a dor, podem se constituir em momentos importantes de aprendizado para o espírito. Por que tanta resistência a essa experiência? É simples e contundente a resposta. Porque nós todos somos delinquentes (perdoe-me a rudez da expressão) contumazes, rebeldes recalcitrantes, teimosos no erro. Por isso, numa encarnação atrás da outra, somos surpreendidos por dores e sofrimentos – e estamos sempre tentando enganar as leis divinas com autojulgamentos tendenciosos – tentando passarmos “por santos” do pau oco. Mais algum comentário a respeito? As diversas organizações sociais precisam se manifestar em temas como esse que não deve ser primazia das associações médicas materialistas. Veja também a entrevista de Nubor Facure para o portal Terra (Terra Espiritual), em que comentou sobre várias questões sobre ciência e espiritualidade.
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J. W. Rochester (espírito)
Arandi Gomes Teixeira



















