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Raça de víboras PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulo Alves de Godoy   

raa de vboras"Dizia pois João à multidão: Raça de Víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi pois frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão." (Lucas, 3:7-8)


"Raça de Víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca." (Mateus, 12:34)

 

 

"Serpentes, Raça de Víboras; como escapareis da condenação do inferno?" (Mateus, 23:33)


Embora o Velho Testamento contenha em suas páginas a proclamação de que Jeová tinha o seu "povo eleito", bem o sabemos que Deus não tem qualquer preferência por um povo mais do que por outro. Se o Pai alimentasse qualquer predileção, deixaria de ser eqüitativo e justiceiro, contrariando seus próprios atributos essenciais.


O povo de Israel não compreendeu o esforço do alto, no sentido de mantê-lo dentro das sadias normas estabelecidas pelo Decálogo e, conseqüentemente, apedrejou e matou muitos dos missionários que Deus fêz suscitar em seu seio, culminando com a crucificação do próprio Messias. Foi devido ao mal-baratamento desses valores espirituais e o menosprezo aos convites generosos e amplos que os prepostos do Senhor lhe formularam que o coração de apreciável parcela do povo israelita se fez empedernido ao ponto de merecer, de João Batista e de Jesus Cristo, o epíteto de "Raça de Víboras".

Os escribas e fariseus presenciaram ou tomaram conhecimento de todos os feitos do Nazareno, sem que isso lhes servisse de incentivo para o abandono das muralhas do orgulho e da intolerância, dentro das quais estavam encastelados, preferindo antes conspirar sorrateiramente contra o Filho de Deus, levando-o ao Gólgota.

Foi a homens dessa estirpe, obstinados, de dura cerviz e incircuncisos de coração, que o Mestre cognominou "Raça de Víboras".

Os judeus contemporâneos de Jesus alimentavam a suposição de que meramente por terem Abraão por pai estariam, sem qualquer outro esforço, isentos dos encargos que implicam na reforma íntima da criatura. Atribuíam a essa circunstância um valor que não possuíam, o que levou João a proclamar, "Não comeceis a dizer: temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão, o que equivale a dizer que a qualidade de 'filho de Abraão' não empresta foros de santidade a ninguém nem faz decrescer os deveres que a criatura tem para com o Criador."


Muitas pessoas ainda continuam a pensar que o simples fato de se pertencer a determinada escola religiosa, desobriga-as dos deveres fundamentais exigidos pelas leis eternas que regem a humanidade e que constituem condição indispensável para se estar enquadrado nas normas preceituadas pelos Evangelhos. Imbuídos da crença de que os páramos celestiais são de fácil acesso e, confiantes nas garantias tácitas com as quais lhes acenam inadvertidamente seus mentores religiosos, os homens descuram-se dos seus próprios deveres primários e vivem vida de devassidão e de egoísmo, tornando-se orgulhosos, intolerantes e obstinados, avizinhando-se muito das "Raças de Víboras" mencionadas nos Evangelhos.


O que sucede com os povos ou com as nações, ocorre com o homem, individualmente. Deus, em sua infinita misericórdia e amor, propicia a todos oportunidades as mais amplas no sentido do soerguimento espiritual, não faltando mesmo a ajuda indireta de espíritos luminares.


Assim como os povos de muitas nações têm recebido do Alto as mais inequívocas provas de benevolência e de interesse, os homens também haurem dos bons espíritos as mais efusivas demonstrações de apreço e de dedicação, traduzidas na forma de auxílio, os mais diversificados, variando desde as simples inspirações até o amparo ostensivo.


Quando, entretanto, os povos ou os homens desprezam essa ajuda, enquadram-se no rol daqueles a quem Jesus e João apelidaram de membros de uma "Raça de Víboras". Constituem também participantes natos dessa "Raça de Víboras" aqueles que "não entram no reino dos céus nem deixam que os outros entrem"; os que "atam pesados fardos nos ombros dos seus prosélitos não tocando-os, sequercom os dedos"; os que insuflam fé cega; os que sobrepõem seus interesses mais imediatos acima dos ditames conscienciais; os que mercantilizam com as coisas divinas; os que "honram Jesus com os lábios mas têm longe dele os corações"; e ainda aqueles que delapidam os talentos preciosos, tão generosamente cedidos pelo Pai Celestial.


No versículo 33 do capítulo 23 do seu evangelho, Mateus alude a uma "condenação ao inferno". Os espíritas entendem bem o significado dessa assertiva: inferno são as expiações transitórias a que são submetidos os espíritas quando trepudiam com seus deveres e enveredam pelo caminho do erro. As "Raças de Víboras" jamais escaparão às tormentas dessas expiações — verdadeiras penalidades infernais, entretanto, as reencarnações retificadoras e prolongadas se encarregarão de operar a infalível metamorfose, transmudando essas serpentes tenebrosas em dóceis ovelhas, uma vez que "o Pai não quer a morte do ímpio, mas quer que ele se redima e viva".

 

Por Paulo Alves de Godoy

 

Publicado no Jornal Correio Fraterno - Edição 003 Fevereiro / Março 1968

(Texto original com inserção atual de imagem)

 

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