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Home Nossas Seções Saiu no Correio Os bastidores do livro Escritores e fantasmas
Os bastidores do livro Escritores e fantasmas PDF Imprimir E-mail

 

escritores mix

Por Eliana Haddad

Quando em 1978 a editora Correio Fraterno publicou um dos seus primeiros livros, Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da caridade, o autor da obra, Jorge Rizzini, já era conhecido por seu tino aguçado para pesquisas. Em 1966 ele já havia lançado o livro Escritores e fantasmas, fruto de seu extenso levantamento sobre o assunto.
A obra mereceu elogios de vários críticos literários. E convidado a falar sobre a obra, Rizzini concede a Wallace Leal Rodrigues, da editora O Clarim, uma interessante entrevista.

Passados mais de 20 anos, o livro chega para reedição, na Correio Fraterno. Na edição do jornal, de agosto de 1992, o autor é novamente convidado a falar sobre Escritores e fantasmas, sendo retomada a antiga entrevista que dera a Wallace Leal. Nos comentários, Rizzini traz curiosas revelações. Veja alguns trechos:


Wallace Leal: Por que escreveu Escritores e fantasmas?
Jorge Rizzini: Simplesmente deixei-me levar por uma força e o livro foi saindo... Mas tudo começou com Monteiro Lobato. Eu já havia redigido uma biografia dele para a juventude. Tornei a examinar-lhe a vida e a obra, e de posse de vasto material escrevi uma conferência subordinada ao tema "Monteiro Lobato e o espiritismo", lida pela primeira vez no auditório da Biblioteca Municipal de São Paulo. Tudo isso me fez pensar: "E Olavo Bilac? Teria também vivido fenômenos espíritas? E Rui Barbosa? Fagundes Varela? Visconde de Taunay?". Embora soubesse que havia pela frente um trabalho imenso a realizar, eu não podia mais recuar. Forças espirituais poderosas já me tinham sob controle. A pesquisa passou a ser uma obstinação. Não posso dizer que escrevi Escritores e fantasmas porque seria um livro único na literatura mundial. Escrevi porque Lobato acossou-me, empurrou-me, eis tudo! (...)


Qual foi a maior dificuldade na feitura do seu livro?
Foi a segunda parte do livro. A que trata dos escritores e poetas estrangeiros, que viveram fenômenos mediúnicos. Nossas bibliotecas são muito falhas no que se refere a obras estrangeiras, e isso dificultou a pesquisa [hoje, os dados, frutos de uma pesquisa de dez anos do escritor, estão confirmados nos acervos digitais].


Qual o momento da mais 'sensacional' descoberta?
Houve algumas descobertas que foram reveladas de forma abrupta, sendo eu, então, mero instrumento dos espíritos. Um exemplo: estava eu na Biblioteca Municipal, diante de centenas de livros, quando, de súbito, uma voz interior me disse: "Naquela prateleira, volume quinto, lombada vermelha". Atravessei a sala, peguei o volume e... ao abri-lo, 'ao acaso', encontrei um depoimento de Afonso Celso. Um depoimento espírita!... Coisas assim posso contar às dezenas.


Qual a maior alegria que Escritores e fantasmas lhe trouxe?
Em suas páginas estão citados mais de quinhentos escritores e poetas que testemunharam ou viveram fenômenos mediúnicos! Um exército de escritores! Alguns escritores vivos, não espíritas, ficaram aborrecidos com o índice de nomes próprios. (...) Guilherme de Almeida me confessou: seu livro está sobre minha mesa. Mas notei que você só contou um caso espírita vivido por mim. Eu os darei por escrito a você para uma segunda edição". Também Menotti Del Pecchia e Pedro Oliveira Ribeiro Neto, presidente da Academia Paulista de Letras, relataram-me vários casos espíritas. Antes da publicação os autores vivos temiam falar em espiritismo; depois do livro, quase todos se sentem na obrigação de me falar sobre os fenômenos espíritas que viveram.... E falam esperando que os cite numa próxima edição. A razão é simples: estarão em boa companhia, pois nosso livro cita Victor Hugo, Musset, Lobato, etc... É uma glória para eles.

 

23 ANOS DEPOIS...


A reportagem do Correio Fraterno [em agosto de 1992] perguntou a Jorge Rizzini o que ele pensava sobre as declarações que fizera a Wallace Leal Rodrigues nesta entrevista de 1966:
"De lá pra cá muitos fatos importantes se sucederam. O próprio texto da segunda edição de não é o mesmo da primeira edição. Agora, sim, o texto é definitivo. Escrevi, por exemplo, na primeira edição que Monteiro Lobato não regressara do Além, embora em vida ele houvesse informado que o faria. Pois bem. Longos anos depois, veio Lobato comunicar-se por meu intermédio, através de uma 'sessão de copo', quando se identificou na residência de Maria José Sette Ribas, autora do livro Monteiro Lobato e o espiritismo, estando eu com os olhos vendados. Depois psicografamos juntos."


Publicado no jornal Correio Fraterno - Edição 477 setembro/outubro 2017

 

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