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Home Nossas Seções Baú de Memórias O ideal de José Juvêncio e o centenário de sua obra
O ideal de José Juvêncio e o centenário de sua obra PDF Imprimir E-mail

Redação

No final do século 19, núcleos de estudos espíritas começavam a surgir pelo Brasil, tendo à frente pessoas determinadas a vencer o preconceito contra tudo o que não fosse a manifestação religiosa predominante.
José Juvêncio do Sacramento foi uma dessas. Tornou-se referência na região de Caxambu, MG, iniciando a primeira instituição espírita da cidade, o Grupo Espírita 25 de Dezembro, que completa este ano o seu centenário de fundação.
Por volta de 1920, colocou em funcionamento a farmácia homeopática com receituário mediúnico, à qual recorria a população mais necessitada da cidade. Sentia-se inspirado por Bittecourt Sampaio, espírito que, quando encarnado, iniciara trabalho semelhante no Grupo Confúcio, considerado a primeira casa espírita da então capital do Império, fundada em 1873.
Mas José Juvêncio sabia que era pouco. As dificuldades do povo mais simples calavam-lhe fundo no coração.
Foi quando teve ideia de dar início a uma escola de alfabetização, com cursos gratuitos às crianças. No ano seguinte a escola já contava com trinta e quatro alunos, sob orientação e coordenação da professora Cacilda Marques.
Na sequência, o trabalho de auxílio às gestantes ganhou fôlego, iniciando-se assim o Núcleo Feminino Tereza de Jesus, mantido por meio de mensalidades e donativos, para dar apoio material — enxovais para recém-nascidos, roupas às crianças — e o apoio espiritual.
Já em 1937, foi a vez de pensar nos que perambulavam pela cidade, sem recursos e sem saúde. Levantou-se assim o albergue e, posteriormente, treze pequenas casas para moradia de necessitados, incrementando-se também na cidade o trabalho assistencial, o com o receituário mediúnico e posto homeopático.
Mas esta frente de trabalho não aconteceu sem atropelos. Assim como ocorrera com diversas outras instituições pelo país, o atendimento foi suspenso por um tempo, sob a acusação de exercício ilegalmente da medicina.
Mas Não passou mais um de ano e José Juvêncio volta a ser procurado pelo próprio delegado, que lhe dá autorização para a reabertura do trabalho de socorro a tantas pessoas da região.
Gozando sempre de alta estima e consideração no meio espírita e por parte de todos que o conheciam, José Juvêncio — que fez parte do Conselho Federativo da Federação Espírita Brasileira — ainda tinha mais um compromisso social:
Em 1942, sob a égide espiritual de Tereza de Jesus, Bittencourt Sampaio, Bezerra de Menezes, Antônio Luiz Saião e Amália Soler, iniciou a construção da Maternidade Tereza de Jesus, com os recursos do Grupo Espírita e das listas dos amigos para arrecadar fundos para a obra, inaugurada no Natal de 1942.
Esta foi a última frente de trabalho levantada por José Juvêncio, sempre ladeado com os trabalhadores espíritas da região. Mas ele continuaria trabalhando até bem próximo de seu retorno para a pátria espiritual, em 1952.
José Juvêncio do Sacramento é um nome sempre lembrado pelos que reconhecem o valor das ações sociais realizadas neste último século da cidade de Caxambu.
Hoje, uma das ruas da cidade leva o seu nome. E sabe qual? Onde foram construídas as casinhas que serviram de abrigo para muita gente. Onde instalou-se um posto da farmácia homeopática para atendimento aos idosos e necessitados da região.
Assim como esta, quantas narrativas bonitas para serem contadas estão nos alicerces das casas espíritas pelo Brasil, pelo mundo afora! Elas falam muito. Falam sobre a história do espiritismo, da qual você, eu, todos nós, de alguma forma, fazemos parte.


(Colaboração: Jové Sacramento, de Caxambu,MG)

 

Publicado no jornal Correio Fraterno - Edição 478 novembro/dezembro 2017

 

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