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Recente filme de ficção espiritualista envolve o assunto abdução. Você acredita na visita de extraterrestres?
 

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Filme nacional de ficção científica estreia em abril PDF Imprimir E-mail
Atualidades
Escrito por Eliana Haddad   
Sáb, 11 de Fevereiro de 2012 06:59
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cartaz area q

Chega em 13 de abril nas telas do cinema do país Área Q, um novo filme nacional com temática espiritualista, que terá como protagonistas o norte-americano Isaiah Washington (do seriado Grey´s Anatomy) e os globais Murilo Rosa e Tania Khallil.

Apostando numa história de ficção, o longa-metragem não traz diretamente os fundamentos espíritas, mas faz refletir sobre a vida extrafísica, utilizando-se de boa dose de licença poética para falar de emancipação da alma, existência de mundos paralelos, transição planetária, defesa da vida, extraterrestres e abduções.

“A arte em si não pode ser controlada por nenhuma causa ou ideologia”, avisa o diretor do filme, Gerson Sanginitto, espírita carioca que mora em Los Angeles.

“Ela pode abrir possibilidades, incentivando o pensar, mas não impor”, complementa, assumindo-se pertencer a uma geração que embarcou na ficção, na Era Spielberg.

Área Q faz referência à região das cidades cearenses Quixadá, Quixeramobim, Quixelô e Quixeré, local conhecido como um centro de aparições de ovinis. O projeto é fruto de uma parceria entre produtores norte-americanos e brasileiros. (Reef Pictures Inc., ATC Entretenimentos, Estação Luz Filmes e Boa Vontade Filmes) e tem roteiro e produção de Gerson Sanginitto e Halder Gomes.

A história baseia-se no desafio e nas descobertas de um repórter de uma revista americana que atravessa problemas pessoais e acaba vindo para o Brasil fazer uma reportagem sobre a região. Descrente das notícias sobre aparições e curas milagrosas, o jornalista inicia suas buscas e vê sua vida mudar de forma inesperada.

Sidney Girão, diretor executivo da Estação Luz Filmes, empresa que está à frente dos festivais do cinema transcendental realizados em Brasília e no Nordeste do país, lembra que o principal motivo da Estação Luz, criada em 2004, está voltado à disseminação de uma mensagem de paz. “Os caminhos religiosos levam a isso, à paz, à humanização, independentemente de ser espírita ou não”. Para ele, aí está a importância do cinema transcendental: permear a mensagem por todas as religiões, arregimentando um maior número de pessoas para o bem. “Nosso objetivo é fazer com que o entretenimento leve as pessoas a refletirem sobre suas possibilidades de ações imediatas, de mudanças, independentemente de influências externas, de extraterrestres”. Segundo ele, o roteiro foi bem aceito por ufólogos e também pela FEB, que vai dar também apoio à divulgação.

Para Sanginitto, Área Q vai trazer uma mensagem de respeito ao próximo, de preocupação com o planeta, com o meio ambiente, alertando para a necessidade da união entre todos. “A doutrina espírita já nos desperta para tudo isso... Mas e os outros? Um ateu, por exemplo, não pode ser despertado para essas questões com uma ficção, um entretenimento?”¬ reflete.

O diretor de comunicação da Estação Luz Filmes, Fernando Lobo, explica que a cultura do bem é mesmo a grande tarefa da Estação Luz. “Acreditamos que muitas pessoas podem ser tocadas através da arte. Daí porque somos envolvidos com peças de teatro, exposições, lançamento de livros e cinema”. Ele diz ser difícil pensar em expectativa de público, mas a torcida é para que o filme estoure nas bilheterias, para o que preparam uma ampla divulgação, a fim de lotar as cinquenta salas de exibição nas primeiras duas semanas de lançamento.

Os números do cinema nacional realmente apresentam grandes diferenças de público, constituindo-se as recentes produções nacionais de cunho espiritualista em verdadeiras caixas de surpresa. “Tudo depende da divulgação. Os filmes que a Globo divulgou, apoiou, como Nosso Lar e Chico Xavier, levaram para os cinemas, respectivamente quatro milhões e duzentos e três milhões e meio de pessoas. Já os filmes sem apoio da emissora – As mães de Chico Xavier e O filme dos espíritos – contaram com 521 mil e 320 mil expectadores”, assinala Sidney Girão, que considera os números “excelentes” para o cinema brasileiro, que apresenta mudanças importantes. “A média de público para filmes nacionais, até 2008, era de três mil expectadores por filme; a partir de 2010, esse número pulou para 22 mil”, observa.

Motivado, ele garante que já há novo filme em produção: uma comédia romântica com muito humor.

 

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