
Rui Barbosa tomou conhecimento do Espiritismo quase no término de sua existência física, graças ao estudo de obras científicas de sua época, de pesquisadores como William Crookes, Oliver Lodge, Alexandre Aksakof, Ernesto Bozzano, Conan Doyle, Léon Denis, Camille Flammarion, Charles Richet, e que trataram da fenomenologia espírita através de experiências realizadas nos países cultos.
Jurista, político, filósofo e escritor, Rui Barbosa de Oliveira nasceu em Salvador (BA), em 5 de novembro de 1849 e desencarnou em Petrópolis (RJ), no dia 1º de março de 1923, acreditando numa força divina que governava o Universo.
No livro Escritores e Fantasmas (Ed. Correio Fraterno), o autor Jorge Rizzini cita que na vastíssima biblioteca de Rui, no Rio de Janeiro, exposta à visitação pública, pôde constatar a existência de tais obras científicas, na língua original, grifadas por Rui Barbosa com tinta vermelha e anotações feitas às margens.
Rui Barbosa não só traduziu a obra O Papa e o Concílio, do pesquisador alemão Joseph Ignaz Von Döllinger (Ed. Leopoldo Machado), como escreveu um prefácio, cuja extensão supera a própria obra. Ele concluiu a tradução da obra (escrita em 1869) em 1877, com apenas 28 anos de idade.
O Papa e o Concílio constitui-se num dos maiores golpes sofridos pela Igreja de Roma. Com tal poder combativo, só se conhece a História dos Papas, do dicionarista Maurice Lachâtre. Ambas as obras tiveram suas edições perseguidas pelo Vaticano , quando foram queimados todos os exemplares encontrados, como nos velhos tempos da Inquisição.
Em sua última obra, Oração aos moços –1921 –, dedicada aos bacharelandos da Faculdade de Direito de São Paulo –, Rui demonstra a sua convicção na impotência da morte.
|