• Narrow screen resolution
  • Wide screen resolution
  • Auto width resolution
Assinante do CLUBE

Assinaturas

assine_correio

Follow us on Twitter

Enquete

Você acha que a casa espírita deve ter férias?
 

Livro de Visitas


livro-de-visitas

 

forteplast

Allen Ginsberg PDF Imprimir E-mail
Compartilhar

Na tradição da poesia profética

Mariana Sartor

Não será um engano se o leitor do Correio Fraterno, ao longo deste texto, se deparar com nomes e acontecimentos já publicados no jornal. De fato, em uma publicação de 2007, ainda em formato antigo, o jornal trazia as polêmicas visões de William Blake e suas obras poética e pictórica recheadas de transcendentalismos e influências mediúnicas.

Não só a profissão, mas também a língua é compartilhada entre o citado escritor inglês, testemunha da revolução industrial, e o lendário escritor americano do século XX, Irwin Allen Ginsberg.

Mesmo em uma comparação superficial, percebe-se quantas características em comum existem entre eles: dois artistas que desafiaram a sociedade com críticas severas aos valores e práticas e compuseram trabalhos ousados e precursores, com ideologias a frente de seus tempos.

Porém, o elemento que mais rege tais semelhanças e também a composição artística de ambos permanece escondido, em leituras menos aprofundadas. O que se verifica, num mergulho em Blake e Ginsberg, são a inspiração e a visão que orquestram suas idéias em obras poéticas admiradas na literatura universal. São poetas que profetizam em versos, com visões a frente de seus tempos, governados, como diria Blake, por mensageiros do céu, dia e noite.

Desencarnado, aos 70 anos, em Nova York, em abril de 1997, Allen Ginsberg, escrevia 40 anos antes seu mais conhecido poema, o "Uivo", uma crítica severa ao materialismo e ao conformismo americanos, com influências de diversas fontes literárias, especialmente de William Blake.

O americano que acreditava ter herdado a poética visionária de Blake chegou a confessar uma visão espiritual que teve do escritor inglês, em 1948, que marcaria sua produção literária pelos 15 anos seguintes. Ginsberg chegou a descrever esta visão como "a voz de Blake simultaneamente com a visão da Eternidade".

O evento foi noticiado, como geralmente acontece, como alucinação e até relacionado ao uso de drogas e às práticas religiosas de alteração de consciência. Essa interpretação nem chegou a considerar a hipótese de uma intercorrência mediúnica.

O fenômeno que posteriormente passou a ser chamado de visão ocorreu durante a leitura de um poema de autoria de Blake, "Ah, Sunflower". De acordo com a mídia que relatou o acontecimento, Ginsberg disse ter ouvido uma voz, que remeteu ao próprio autor inglês, durante sua leitura, o que teria lhe revelado, então, a interconectividade de toda existência e a consciência de universo.

Box: Fragmento de "Uivo", Irwin Allen Ginsberg

Eu vi os expoentes de minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa "hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado na maquinaria da noite.

Jornal Correio Fraterno n.422- julho/ agosto de 2008, pág.6

 

Newsletter

Cadastre-se e receba as principais notícias




Conheça os livros da editora

correio fraterno

Clube do Livro

anuncio_cle_horiz_2

Lançamento


As mãos de minha irmã

As histórias que compõem
este livro são reproduções
fiéis de diálogos realizados
com espíritos, levados
para tratamento em
reuniões mediúnicas.

Hermínio C. Miranda

14x21 cm • 404 páginas
de R$ 29,90 por R$ 23,90
Economia de 20%

Campanha SORRIA

sorria_e_compartilhe_alegria

Correio nas redes sociais


issuu-logocute-twitter-logo

logo-youtube

facebook

Correio na Rádio


radio

Ouça e participe do programa

Universo Espírita.