• Narrow screen resolution
  • Wide screen resolution
  • Auto width resolution
Assinante do CLUBE

Assinaturas

assine_correio

Follow us on Twitter

Enquete

Você acha que a casa espírita deve ter férias?
 

Livro de Visitas


livro-de-visitas

 

forteplast

Home Nossas Seções Literatura O Espiritismo é a moral
O Espiritismo é a moral PDF Imprimir E-mail
Compartilhar

O curto espaço de tempo que separa a literatura de Amalia Soler do início da difusão do Espiritismo estão neste texto, que retrata a sensibilidade da escritora espanhola

É essencialmente moralizadora a Doutrina Espírita. Seus efeitos progressivos sobre as almas que o assimilam se podem notar em toda parte. São indiscutíveis e práticos, como lógica e prática é a ciência que os produz.

O Espiritismo é o Evangelho de Jesus levado a todas as esferas da vida humana, é a lei da humanidade, da mansuetude e da caridade do Mestre ensinada a seus discípulos, é o "Amai-vos uns aos outros" regendo os destinos da Terra e a transformando de mundo de prova e expiação que era, em um éden.

Com a prática espírita, afirma-se nas consciências a Lei de Amor, o "Não faças ao outro o que não queiras para ti!" e se lhes extirpa o aterrador egoísmo humano que é a causa, o culpado por nossos males.

É a lei moral por excelência ensinada a uma humanidade infantil e turbulenta, que ainda não pôde sentir, depois de dezenove séculos, os eflúvios de amor que emanam do Evangelho de Jesus.

Com absoluta clareza, o Espiritismo demonstra ao homem o porquê de sua vida material, a existência do Legislador Supremo e da lei imutável que tudo rege, o físico como o moral; faz com que chegue a uma superior concepção de Deus, que o obriga a dar ao Excelso Criador o nome de Pai e a todos os seres criados, o de irmãos.

A alma, por sua natureza essencial divina, está faminta de beleza, de bem e sedenta de felicidade. Ainda que em meio aos maiores extravios, sempre existe nela esse gérmen que há de se desenvolver com seus esforços, assim, preenchendo suas mais altas aspirações. Ao combater o Espiritismo suas tendências egoístas, – ao fazê-lo compreender que a felicidade de um se apóia precisamente na de todos e que é tal a necessidade de solidariedade entre os seres que habitam nosso mundo, que é impossível a felicidade do indivíduo sem que esteja baseada na da coletividade –, destrói o egoísmo humano e abre o coração do homem aos mais nobres sentimentos. Também destrói seu orgulho ao fazer-lhe palpável a pluralidade das existências, nas quais a alma orgulhosa vem a se desprender de sua altivez e de sua soberba, em vidas laboriosas e modestas.

A certeza de ter que voltar à Terra, em condições humildes, obriga o rico soberbo a pensar, a meditar e a lutar contra esses seus defeitos que, por se constituírem, hoje, num castigo para os demais homens que com ele se relacionam, o obrigarão, amanhã, a sofrer o mesmo castigo.

O Espiritismo é um destruidor poderosíssimo desses dois culpados de todos os males terrenos, o egoísmo e o orgulho.

Por isso, precisamente, pode-se afirmar que o Espiritismo é a Moral, pois que tende a destruir – e o vai conseguindo – as grandes causas da imoralidade humana em todas as suas manifestações e, ao afirmar a paternidade universal de Deus, demonstrando aos homens que todos são irmãos, confirma as grandes verdades evangélicas e obriga à prática do amor entre todos.

Se os olhos humanos não estivessem cerrados ou pela ignorância do fanatismo ou pela malícia, veriam a obra grandiosa que está realizando a moral espírita nos corações em que penetrou. Veriam como está produzindo um movimento progressivo admirável nas almas convencidas, fazendo corrigir em muitos seres humanos hábitos e costumes inveterados, vícios que pareciam impossível de se arrancar de certos corações; seriam testemunhas dos esforços sobre-humanos que fazem muitos seres para se transformar, para conseguir, hoje, algo mais de elevação moral que ontem e maior grau de virtude amanhã que hoje.

Não há que se pedir à humanidade o que não pode dar.

O Espírito humano é progressivo. Se não fosse assim, teríamos que negar a Deus, pois, teria criado a alma para outro fim e não para a sua felicidade. Mas a obra do progresso se afirma nele, lentamente; é paulatino, não procede em saltos. O progresso de cada ser é exclusivamente obra sua, alcançada à custa de seu próprio trabalho, de seus contínuos sacrifícios e esforços. Sair do mais ínfimo da escala e se elevar continuamente a maior nível de cultura e de bondade, esta é a obra da alma, afirma-o o Espiritismo com a razão e com a lógica. Mas não se destroem, em uma hora, os hábitos adquiridos com o tempo, necessita-se de muitas existências para extirpar do Espírito, por completo, as paixões gravadas nele, no transcurso dos passados séculos.

Dizemos isto, porque não falta quem aponte qualquer erro, qualquer desmando ou desvio que vem sofrer o homem que se intitula espírita, apressando-se em afirmar que não é tão moralizador o ideal como o afirmamos, quando ainda vêem os defeitos e paixões se manifestarem em nós.

A injustiça destes pobres seres é notória! Poderíamos perguntar-lhes: "Onde está o resultado moral da contínua evangelização dos povos pela cátedra católica durante dezenove séculos?".

A mentira, o orgulho, o egoísmo, a hipocrisia, o jogo, exaltados na Terra; a escravidão da criança mergulhada na ignorância, para melhor dominar o homem; a mulher tirada do seu lugar de mãe da humanidade como o estabeleceu Jesus Cristo, para encerrá-la nesses dois cárceres sombrios que são os conventos e as casas de prostituição; o homem embrutecido pela ignorância e pelo vício. Aí, o resultado de dezenove séculos de pregação moral católica. Para não reconhecê-lo, seria mister apagar a luz da razão humana e fechar os olhos.

Pois bem, quanto tempo de prática conta o Espiritismo moderno? E dizemos moderno porque o Espiritismo é como a verdade, é tão antigo como a Criação.

Só uns cinqüenta anos, faz apenas meio século que começaram a se produzir nos Estados Unidos seus primeiros fenômenos, não faz mais de quarenta anos que tomou forma a moral espírita entre os homens.

Comparemos a obra de dezenove séculos de catolicismo com a de meio século de Espiritismo e meditemos sobre os efeitos de uma moral e os da outra.

A obra realizada pelo catolicismo já a expusemos mais acima e está à vista de todos.

O Espiritismo não pôde fazer santos aos homens em cinqüenta anos, posto que o Espírito humano está submetido a uma lei progressiva, de efeitos lentos e paulatinos, que lhe fazem necessária a repetição secular dos feitos bons para anular os efeitos dos maus e para arrancar de si até mesmo os gérmens dos atos reprováveis e iníquos. Mas ainda assim, se se quer fixar, com imparcialidade, nos efeitos produzidos por essa moral grandiosa que é o Evangelho em ação, terão que reconhecer todos – até os mais ardentes detratores de nossa sublime ciência, de nosso amado Ideal –, que nos seres que vão assimilando as verdades espíritas se vê um contínuo esforço sobre si mesmos para se transformarem e se regenerarem, vê-se um ardente desejo de fazer participarem todos do imenso bem que chegou à sua razão, à sua vista espiritual.

O efeito produzido sobre a alma pela moral espírita é esse: impele-a a ser continuamente melhor, a não desperdiçar um instante de sua existência, que deve ser toda empregada na melhoria de si mesma e dos demais; pois, sabe que não há felicidade possível para ela, senão na contemplação da felicidade dos demais e que não chegarão os homens a essa felicidade comum, senão pelo caminho reto do amor do bem, da ciência e da virtude que conduzem inevitavelmente a Deus, ao Pai de todos.

O Espiritismo é a moral.

Seu lema não é exclusivo como o do catolicismo que diz "Fora da Igreja não há salvação". O Espiritismo diz "Sem caridade, sem amor, sem transformação moral, sem correção de si mesmos, não se salvam os seres, não se elevam as almas até seu Criador e, por isso, a ciência espírita e os espíritos de luz e de verdade repetem, em todas as partes, como admirável advertência moral : 'Sede, hoje, melhores que ontem e amanhã, melhores que hoje'.". 

Tradução de Débora Z. Vitorino. Texto do livro A luz que nos guia, de Amalia Domingo Soler, século XIX.

 

Newsletter

Cadastre-se e receba as principais notícias




Conheça os livros da editora

correio fraterno

Clube do Livro

anuncio_cle_horiz_2

Lançamento


As mãos de minha irmã

As histórias que compõem
este livro são reproduções
fiéis de diálogos realizados
com espíritos, levados
para tratamento em
reuniões mediúnicas.

Hermínio C. Miranda

14x21 cm • 404 páginas
de R$ 29,90 por R$ 23,90
Economia de 20%

Campanha SORRIA

sorria_e_compartilhe_alegria

Correio nas redes sociais


issuu-logocute-twitter-logo

logo-youtube

facebook

Correio na Rádio


radio

Ouça e participe do programa

Universo Espírita.