
Às vezes me surpreendo com algumas coisas que são vendidas pela TV. Já dizia minha avó, do alto daquela sabedoria que só as avós têm, com a força de seu sotaque italiano que os muitos anos de Brasil não apagaram, que “se vende, é porque há quem compre”. Mesmo assim, me surpreendo, inclusive com os diversos testes oferecidos por operadoras de celulares.
Mas, enfim, quem compra confia no produto/serviço anunciado. E confiar é uma coisa muito difícil. Não se confia tão cegamente assim. Acredita-se, é verdade. Mas acreditar, também, não é a mesma coisa que confiar. Confiança vai além da crença, muito além. É um ato de fé. Não à toa, o salmista escreveu no capítulo 37, versículo 5, uma frase que traduz bem essa ideia: Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele tudo fará.
Não está escrito “acredita Nele”. Mas “confia Nele”. Então, acreditamos ou confiamos? Diante desta angústia secular, nada melhor que fazer um teste de confiança. Isso mesmo: Com todo respeito aos mais de 40 anos deste jornal, ocupo meu humilde espaço para ajudar neste momento de dúvida.
Portanto, basta responder às questões abaixo, marcar a alternativa que mais se aproxime de sua realidade (apenas uma para cada pergunta) e verificar a resposta, ao final deste artigo. Não vale ler as respostas antes, claro (aqui, então, eu terei que confiar em você).
Pergunta 1: Diante da morte de um ente querido, você:
a) Recorda que a lei de renovação atinge a todos e ajuda quem lhe antecedeu na grande viagem com o valor de sua renúncia e com a fortaleza de sua fé; sem esmorecer no trabalho.
b) Converte a dor em lição e a saudade em consolo, porque as afeições inesquecíveis lhe acompanham os passos.
c) Acredita que Deus, a Suprema Sabedoria e a Suprema Bondade, não criaria a inteligência e o amor, a beleza e a vida, para arremessá-los às trevas.
Pergunta 2: Sendo vítima de uma desfeita qualquer por parte de seu próximo, você:
a) Pratica a indulgência por saber que é um dos mais importantes caminhos para a sustentação da paz.
b) Aprende a respeitar o próximo com todos os seus defeitos e falhas.
c) Recorda que Jesus jamais nos violentou nos dias de nossa ignorância maior, usando da paciência e da bondade.
Pergunta 3: O que você faz nos momentos de angústia, dor e sofrimento?
a) Suporta corajosamente a dor, recordando que Deus a ninguém desampara.
b) Entrega-se à fé em Deus, porque acima de todas as tempestades e quedas, tribulações e desenganos, Ele lhe sustentará.
c) Relembra, segundo a codificação, que a dor é uma bênção que Deus nos envia.
Pergunta 4: Como você conversa com Deus?
a) Elevando-se, com humildade, com profundeza, num ímpeto de reconhecimento por todos os benefícios recebidos.
b) Pedindo as graças de que necessita, mas de que necessita em realidade.
c) Rogando ao Senhor que lhe conceda os bens mais preciosos da paciência, da resignação e da fé.
Se você respondeu “a”, “b” ou “c” para todas as questões, parabéns! Todas elas são baseadas em afirmações dadas por espíritos diversos desde Monod (em O evangelho segundo o espiritismo) até Emmanuel e outros amigos espirituais, em diversas obras consultadas acerca dos assuntos tratados nas perguntas. Mas, pensando bem, aos respondê-las, evidencia-se alguma dúvida, pois quem confia em Deus não precisa de um teste para avaliar a sua fé, não é mesmo?
Onde está a vossa fé? Desta vez, a pergunta é de Jesus (em Lucas, 8:25). E sem múltipla escolha na resposta.
George De Marco é jornalista, publicitário e radialista. Realiza atividades como expositor e educador de mocidade espírita. E-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Retirado da edição 433 do jornal Correio Fraterno
|