
Corria o ano de 1942, quando nascia o primeiro filho de um casal que até então nada conhecia dos fatos espíritas. Ele, filho de italiano trabalhador em serviço pesado. Ela, imigrante italiana cujo pai desencarnara ao chegar ao Brasil. Sua mãe, católica fervorosa, viria a se tornar espírita. Ao nascer seu primeiro filho, ela ficou tão doente, que, chamado o médico, este se dirigiu ao marido, dizendo: – O caso é grave e estes medicamentos que estou passando irão amenizar, mas se você tem fé em Deus ore, pois ela está nas mãos d’Ele. A esposa dele tossia muito e para que não perdesse o fôlego ele amarrava uma faixa em sua cintura, pois do contrário ela engasgaria. Fraca e sem ânimo, mal se erguia do leito para amamentar. O rapaz, sem saber como fazer e o que fazer, dirigiu-se ao portão da casa acompanhando o médico. Ao voltar do portão, pela cerca que separava os quintais, ele percebeu que a vizinha o chamava e contou o fato a ela que diligentemente o orientou. ─ Sabe, se o senhor tem fé e acredita, se não se importar eu lhe direi o endereço de um senhor aqui perto. Quem sabe ele não dá jeito. Já o vi auxiliar muitos e inclusive a mim. Ao que o rapaz respondeu: ─ Eu acredito, sim, me dá o endereço. Será que ele pode me atender agora? ─ Sim, ele o atenderá, é aqui perto, na rua do farol, do lado direito, à segunda casa a partir da esquina. Ele se chama Galhardo. O rapaz, coração apertado, com seriedade dirigiu-se ao senhor indicado. Qual não foi sua surpresa quando lá chegando foi saudado pelo Galhardo da seguinte maneira: ─ Olá, boa tarde, pode ir se achegando, meu rapaz. Eu sei, você está com sua esposa muito mal, não é? Fique calmo, resolveremos seu caso. O rapaz, assustado, disse: ─ Se o senhor pode salvar minha mulher, diga o preço e, se eu puder, lhe pago? Ao que Galhardo disse: ─ Não, amigo, aqui é uma casa de caridade e tudo o que Deus nos dá de graça, de graça nós damos. ─ Bem, e o que eu preciso fazer? – disse o rapaz. ─ Me dá seu endereço que eu vou entrar em contato com umas pessoas para irmos até sua casa. Tenha uma mesa com uma toalha branca, para que possamos nos reunir. Lá pelas oito horas da noite, estaremos chegando. E assim foi. O homem cumpriu o prometido. Logo depois que ele fez o que chamava de passagem de Espíritos sofredores, a mulher, sentindo-se fortalecida, levantou-se da cama e preparou um café para que todos ali presentes saboreassem. Desde então, remédios nunca tomou ou sequer pensou em comprar. Passaram a orar todos os dias e a freqüentar o Centro do senhor Galhardo. O caso é verídico e se passou na minha família. A trajetória mediúnica desta mulher vale a pena ser conhecida também. Outro dia eu conto... Esta história aconteceu com seu Gonzaga. Conte a sua também. Escreva para
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Luiz Gonzaga Scalzitti Rio Claro-SP
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