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Home Nossas Seções Foi assim... Linguagem de sinais e a inclusão de surdos na casa espírita
Linguagem de sinais e a inclusão de surdos na casa espírita PDF Imprimir E-mail
Escrito por Regina Beatriz   
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deafSou professora da rede  municipal de Belo Horizonte há  24 anos e, em sala, sempre  trabalhei com alguma criança deficiente. Fiz  especialização em Arte e Educação,  Educador Comunitário e Comunicação Assistiva

[destinada a pessoas surdas e deficientes visuais] e hoje  sou intérprete de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais – no Grupo de Fraternidade Espírita Irmã Scheilla.

Inicialmente, por interesses profissionais, ao participar de um projeto de inclusão de pessoas com deficiência,  minha professora de Cultura Surda – que é psicóloga e atende a pessoas surdas –  comentou em bate-papo informal que gostava muito do espiritismo. Também no curso conheci muitos surdos. Um deles, filho de pais espíritas, que nunca havia participado de uma palestra por não existir em casas  espíritas  intérpretes de LIBRAS.

Comecei a fazer estágio do curso e uma pessoa do Grupo Irmã Scheilla comentou  que na reunião pública de domingo havia interpretação de LIBRAS. Que bacana, pensei. Quero conhecer esta pessoa e, quem sabe, fazer meu estágio lá. Qual foi  minha surpresa, era a minha professora interpretando para este amigo em comum!

No começo era só ele. Depois veio a esposa. No outro mês apareceu um senhor e trouxe a namorada. Três meses depois veio outro jovem e com a divulgação vieram outros. Sintonizei-me imediatamente com a tarefa. Vale destacar que a professora intérprete dos domingos já acompanhou até mesmo um casal de surdos durante o trabalho em reunião de desobsessão. Em algumas ocasiões fiz também a interpretação em  eventos da União Espírita Mineira.

Os jovens surdos estão frequentando  a reunião da mocidade espírita nos sábados à tarde. No grupo, alguns conhecem um pouco da LIBRAS. Os que não sabem  vão aprendendo a se comunicar de maneira natural e divertida. Tenho acompanhado-os  também  em eventos, cinema, apresentação artísticas  e percebo como é grande a alegria deles.

É muito importante que os surdos tenham essa oportunidade de participar de todas as atividades nas casas espíritas, ampliando o conhecimento doutrinário e trocando ideias com outras pessoas, num convívio feliz onde todos aprendem uns com os outros.

 

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