
Na primeira metade do século 20 eram comuns os fenômenos de efeitos físicos. Depois dos anos cinquenta eles foram rareando e, hoje, não sei mais deles. No começo do século passado, eles eram importantes para comprovar a existência do mundo espiritual e sua possibilidade de manifestação no mundo físico.
Assim, existem inúmeras fotos de espíritos materializados, moldes em parafina, gesso e objetos em diversas obras espíritas.
Na década de 1940, mamãe (Anita Briza) e eu, a convite do dr. João Della Monica Pereira de Castro, estivemos, por duas vezes, em centro espírita da região leste da capital paulista, assistindo a duas sessões de efeitos físicos e materialização com o médium Zezinho.
Os membros da casa sentavam-se nas cadeiras das duas primeiras fileiras. Na segunda vez mamãe foi convidada a sentar-se à frente. Fiquei na quarta ou quinta fileira. O médium sentava-se em uma cadeira, pés amarrados (creio que mãos também), dentro de uma cela com grade de ferro, em frente aos assistentes.
Presenciamos troca de discos e música em ‘vitrola’ manual, fenômeno de voz direta, que disseram ser do padre Zabeu, megafone e outros objetos, com tinta fosforescente circulando no ar do salão às escuras, e alguns outros efeitos físicos. Houve também materialização de dois espíritos diferentes, uma com luz própria e outra com luz vermelha amortecida. Um deles com turbante na cabeça e, do outro, recordo-me braços musculosos, dobrados à frente.
De onde eu estava, foi possível vê-los apenas do torso para cima; a oportunidade, todavia, foi inesquecível.
Neyde Schneider é presidente do Conselho de Cooperação da Sociedade de Estudos Espíritas 3 de Outubro e secretária geral da USE do Estado de São Paulo.
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