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Home Nossas Seções Quem pergunta quer saber! Existe vida em outros planetas?
Existe vida em outros planetas? PDF Imprimir E-mail
Escrito por André Trigueiro   
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A invasão da Terra pelos extraterrestres Por Paulo Henrique de Figueiredo Aparece sempre na internet visitas de extraterrestres, pousos, e até pessoas levadas por eles. Outros relatam coisas ainda mais estranhas como chupa-cabras! Confesso que em algumas noites tenho pesadelos. O que há de verdade nisso?

Pergunta de Vânia Aparecida Benitez, de Campinas – SP.

A possibilidade de vida em outros planetas cria a expectativa de nosso encontro com eles. No passado esse tema rendeu livros, como A Guerra dos mundos, do inglês H. G. Wells. Em 1938, o ator e diretor de cinema Orson Welles teve a ideia maluca de representar no rádio a invasão dos marcianos baseada nessa obra, mas com tremenda realidade, como se a cobertura jornalística narrasse fatos reais. O resultado? Das seis milhões de pessoas ouvindo o rádio, pelo menos 1,2 milhão acreditaram que a reportagem era real. Muitos entraram em pânico, aglomeraram-se nas ruas para fugir do ‘perigo’.

Hoje, a mídia está forrada de filmes sobre invasores, com monstrinhos perigosos e destruidores, alguns armados até os dentes, outros biologicamente preparados para a destruição em massa, coisas esquisitíssimas e gosmentas. Há exceções pacíficas, como o famoso ET, de Spielberg. Feio, mas adorável.

E o leitor já deve estar se perguntando o que o espiritismo tem a ver com tudo isso. E tem. Kardec tratou desse assunto com seriedade e, no lugar da imaginação, pesquisou o que os espíritos têm a explicar sobre a vida no Universo. As respostas que encontrou são bastante interessantes, e melhor: reconfortantes!

Em primeiro lugar, existe vida em todos os planetas. Além disso, as humanidades evoluem como os indivíduos, que passam da infância, adolescência até chegar à maturidade. Em nosso planeta a infância foi o tempo primitivo, quando o homem se diferenciou aos poucos dos animais. Depois vem a evolução incompleta tecnológica e social. Mas o homem não age solidariamente. Por seu egoísmo, há sofrimento, fome, exploração e ignorância.

Enquanto o homem é apegado à matéria, ele nega a existência do espírito e do mundo espiritual. Essa negação limita-o aos sentidos físicos, levando-o a olhar para o Universo como uma imensidão vazia e inabitada. Kardec, porém, estudando a comunicação com os espíritos, foi informado que os habitantes de outros planetas mais evoluídos têm a liberdade de explorar o Universo. Pela capacidade de estender seus pensamentos a grandes distâncias, podem atuar como espíritos protetores de almas mais simples, de planetas como o nosso. Podem até reencarnar aqui na Terra, servindo em missões sociais, políticas e científicas, com o objetivo de auxiliar o nosso progresso.

Em O Livro dos espíritos, por exemplo, ficamos sabendo que muitos dos que viveram aqui na Terra foram reencarnar em Júpiter. Na Revista Espírita de 1858, uma psicografia revelou que Mozart foi morar naquele planeta. Lá os corpos são feitos de uma matéria mais tênue, os semblantes são mais belos e suaves, o corpo têm um brilho próprio. A duração da vida é bem maior, chega até a 500 anos. Não há egoísmo nem sofrimento. Os animais são bem queridos, vivem em harmonia pela orientação dos homens, e fazem os trabalhos manuais. Lá, a humanidade dedica-se exclusivamente à evolução intelectual e moral. O estado normal de seus habitantes é o de plena percepção mediúnica, ou seja, eles participam inteiramente das atividades de seu plano espiritual. Lá não há duvida nem materialismo. A felicidade é uma conquista.

Qual é o mundo que habitas? Você é feliz?

– “Júpiter”, respondeu Mozart na Revista Espírita. “Nele gozo de uma grande calma, amo todos aqueles que me cercam, não temos mais ódio”.

Pode dormir tranquilo, caro leitor. Jamais virá do céu um invasor insano de ódio preocupado em destruir nosso planeta. Deus deixou esta morada ao nosso cuidado. Cabe a nós, humanidade, cuidarmos do destino de suas plantas, terras, animais, rios e atmosfera. Quando desgastamos nosso solo, poluímos o ar, amontoamos toneladas de lixo, é a nós mesmos que causamos sofrimento. Cabe a nós, também, a educação e bem-estar de nosso povo. Até lá, por nossa responsabilidade, nos privamos da felicidade.

Deus nos deu, porém, um grande mestre. Ele pacientemente explicou que há muitas moradas na casa do Pai. E que se nos amarmos e instruirmos, chegaremos à Terra prometida. E essa terra prometida é o nosso mundo! Reformado, saneado e reconstruído pela natureza, quando desistirmos de castigá-la!

Pensando em Mozart e Júpiter, Allan Kardec concluiu: “Se os astrônomos nos revelam, por suas sábias pesquisas, o mecanismo do Universo, os Espíritos, por suas revelações, nos fazem conhecer o seu estado moral e isso, como eles dizem, com o objetivo de nos estimular ao bem, a fim de merecermos uma existência melhor”.

E, então, meu amigo leitor? Mãos à obra!

 

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