
O filme dos espíritos – emoção e convite a mudanças
No desafio da escolha que quem faria o papel principal de O filme dos espíritos, [Paris Filmes], o diretor Michel Dupret não teve dúvidas, seria aquele que se doara por inteiro: “com sentimento e alma. Quando isso acontece logo no teste, é inegável a escolha”.
E Reinaldo Rodrigues realmente encarnou o papel. “Conseguimos sentir que ele estava revivendo e ‘exorcizando’ algo importante na sua vida.”
A história relatada causou curiosidade e o Correio Fraterno, que acompanhou desde o início o projeto do filme. Procurou o ator para saber o que realmente aconteceu. Dubret não se enganou, pois, filho de pais católicos, Reinaldo sabia o significado do que estava interpretando.
Tendo passado por uma depressão aos 20 anos de idade, o ator questionou a vida, o mundo. “Uma amiga me emprestou um livro pequeno, por coincidência o mesmo do filme; disse que era a bíblia espírita e respondi que não gostava desse negócio de espírito, que era coisa de macumba, mas como eu não queria tomar remédio, o que viesse era lucro”, contou Reinaldo, revelando que todo dia, antes de dormir lia um trecho de O livro dos espíritos.
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