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O pensamento de Allan Kardec

Selecionados alguns fragmentos do seu pensamento claro e conciso de Allan Kardec, em explicações que foram dadas por ele na época do lançamento de O livro dos espíritos, em abril de 1857, em Paris.

Uma nova ciência

“As manifestações espíritas, de qualquer natureza que sejam, nada têm de sobrenatural ou de maravilhoso. São fenômenos que se produzem em virtude da lei que rege o intercâmbio do mundo visível com o mundo invisível, lei tão natural como a da eletricidade, da gravitação, etc. O Espiritismo é a ciência que nos faz conhecer essa lei, como a mecânica nos faz conhecer a lei do movimento, a ótica a da luz.”

O homem e o livre-arbítrio

“Se a conduta do homem estivesse submetida à fatalidade, ele não teria nem responsabilidade do mal, nem mérito do bem; desde então toda punição seria injusta e toda recompensa sem sentido. O livre arbítrio do homem é uma conseqüência da justiça de Deus, é o atributo que lhe dá sua dignidade e o eleva acima de todas as outras criaturas.”

O surgimento do mal

“Deus não criou o mal, mas estabeleceu leis e essas leis são sempre boas, porque Ele é soberanamente bom; aquele que as observasse fielmente, seria perfeitamente feliz; mas os Espíritos, tendo seu livre arbítrio, não as observaram sempre, e o mal resultou-lhes pelas suas infrações a essas leis.”

A individualidade da alma

“Se as almas não tivessem mais individualidade depois da morte, seria para elas, e para nós, como se não existissem, e as conseqüências morais seriam exatamente as mesmas. Elas não teriam nenhum caráter distintivo, e a do criminoso estaria no mesmo plano da do homem de bem, do que resultaria que não se teria nenhum interesse em fazer o bem. A individualidade da alma foi posta a descoberto de uma maneira, por assim dizer, material, nas manifestações espíritas, pela linguagem e as qualidades próprias de cada uma; uma vez que elas pensam e agem de uma maneira diferente, que umas são boas e outras más, umas sábias e outras ignorantes, umas querem o que outras não querem, isso é a prova evidente de que elas não estão confundidas num todo homogêneo, sem falar das provas patentes que nos dão de terem animado tal ou tal indivíduo sobre a Terra. Graças ao Espiritismo experimental, a individualidade da alma não é mais uma coisa vaga, porém um resultado da observação.”

Quem foi Allan Kardec?

Nascido a 3 de outubro de 1804, na cidade de Lyon, na França, Allan Kardec deixou para a Humanidade a grandiosa obra dos espíritos, por ele estruturada num trabalho de inteligência e precisão incomparáveis, através dos cinco livros que compõem a codificação espírita: O livro dos espíritos, O livro dos médiuns, O evangelho segundo o espiritismo, O céu e o inferno e A gênese.

Na ocasião do lançamento de O livro dos espíritos, o mundo ainda se mostrava atônito diante da certeza que trazia o espiritismo sobre a comunicação com os mortos, explicando em detalhes o mundo espiritual, que saía da mera especulação mística para a comprovação científica de uma realidade sem mistérios – uma outra face da natureza.

 

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