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Escrito por Sandra Caldas   

john burns 3No dia 7 de maio, no Grupo Káritas, o tema do dia foi abordado por John Burns e pela assistente social Elizabeth Amadei Nogueira.

Segundo Burns, não se sabe o porquê, mas humanos e até alguns animais, buscam normalmente o consumo de substâncias psicoativas que vão para o sistema sanguíneo e para o cérebro. Com isso ficam mais ativos, ou mais relaxados. Café, chocolate, alguns frutos. Só que esses são alimentos. Os que causam efeito similar e não são nutritivos,  e por isso mesmo chamados de tóxicos, causam grandes danos ao organismo.

Nesse período avassalador de consumo de drogas, onde cada vez mais se recorre ao processo de internação para o tratamento da dependência química, Burns explica que o que acontece nesses centros de tratamento tem pouco a ver com o que vem depois.”Tratamento não é recuperação se não se muda o estilo de vida. É necessário mudar a visão íntima, usar a compulsão pelas drogas para a transformação, em algo benéfico. Isso é de valor inestimável”.

Ainda segundo Burns, a incompreensão e o mau acompanhamento do potencial de cada ser humano ainda na fase escolar pode ser um dos fatores que pode levar o indivíduo ao consumo de substâncias psicoativas. “A escola prioriza a linguística e a matemática porque são mensuráveis, e embora a pessoa não possa conviver sem o conhecimento básico dessas áreas de conhecimento, aqueles que têm forte tendência para a música, espacial, cinestésico (relativo aos movimentos do corpo), interpessoal e intrapessoal acabam sofrendo um processo de inadequação que levam à baixa autoestima, à falta de autoconhecimento e exploração dos próprios potenciais, e o uso de substância acaba por proporcionar um “sentido” à própria existência”, afirma Burns.

Atuando em trabalhos de prevenção e tratamento em grupos e empresas, Burns explica que o terceiro setor, de ONGs, vem se sobrepondo ao trabalho do governo, fazendo a substituição da  compulsão da dependência pela descoberta de um sentido na vida, antes que a vida da pessoa, em função da dependência química, chegue ao estágio máximo de perdas.

José Kenshiti Tuguimoto, presente à palestra, fala de sua própria experiência no Metrô: ”todo ano fazemos uma semana de palestras buscando conscientizar as chefias e colegas de trabalho quanto à compreensão e sensibilização de que a dependência química é uma doença, complexa, e não sem-vergonhice como dita o senso comum”. Com isso fica mais fácil conduzir o dependente a buscar tratamento que, muitas vezes ocorre através de reuniões em grupos de dependentes químicos, semanalmente, dentro da própria empresa.

Segundo Burns, o índice de recuperação nesse tipo de trabalho tem sido de 80%, enquanto que os grupos comuns têm uma média de 30% de sucesso. É importante ressaltar que se trata de um trabalho pioneiro no Brasil, facilitado pela cultura de nosso povo que favorece o acolhimento e a intimidade entre as pessoas. Na Europa e nos EUA, onde predominam os grupos de anônimos, no ambiente de trabalho muitos colegas convivem lado a lado uma vida inteira sem saber se o parceiro é casado, viúvo, e muito menos se tem problemas de uso de substâncias psicoativas.

Tem-se ainda um dado alarmante: segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS-,o alcoolismo constitui a terceira doença que mais mata no mundo e 54% dos acidentes de trabalho estão ligados ao alcoolismo, bem como 60% dos casos de menores abandonados e 90% dos casos de crimes contra a mulher.

Kenshiti acrescenta que observa-se dentro da empresa um dado fornecido pelo CEBRID (Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas): 12% dos trabalhadores apresentam dependência de algum tipo de substância psicoativa.

Elizabeth, especializada no trabalho em empresas junto aos dependentes e aos seus familiares, esclarece a importância do tratamento do grupo para o sucesso da recuperação da família como um todo. “O familiar tem a ilusão de que pode controlar o comportamento do dependente o que acaba gerando sentimentos de medo ilusório (o que será que o dependente vai fazer?), pena e raiva. Reorientar o comportamento dos familiares para pensamentos e atitudes saudáveis são fatores que levam à recuperação de seus integrantes e até auxiliam a recuperação do dependente químico”. Não são poucos os casos que depois que a família buscou tratamento para si e reformulou seu comportamento perante a adicção que o dependente tenha ido buscar ajuda.

Estar doente é a perda da capacidade física, mental e espiritual. Estar saudável é estar ativo, com um sentido de vida criativo, ético e ligado à vida.

 

Leia os artigos anteriores: Facilitação e Codependência

 

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